Na altura, como agora, a natureza e a vontade de receber
Em 1994 estavam de malas feitas para a Austrália, quando “tropeçaram” na Matinha. Apaixonaram-se por este vale perdido no verde opolento da Serra do Cercal. Pelo cheiro do mar, a sombra das árvores e os trilhos cuidadosamente esculpidos como linhas de um destino cravado na pele.
Enquanto os miúdos se tornavam homens, alimentaram com a mesma colher e o mesmo tempero a ideia de fazer desta a sua casa, construída com as sementes que largaram à terra. A mãe, já dedicada ao turismo e o pai, artista plástico e chef por vocação, receberam os primeiros hóspedes à luz de velas, porque à falta de electricidade, sobrava-lhes a vontade de receber, de forma simples e acolhedora.
Mais de 20 anos depois, a Herdade cresceu e estende-se por 110 hectares onde foram plantados mais de 14 mil pinheiros, prontos a servir novas histórias, a dar vida e cor à paisagem. Desde o início houve uma preocupação em repôr o saldo ecológico da herdade e em respeitar o património local . Foram recuperadas as antigas Casas do Lavrador, a Vacaria e o Celeiro para criar a casa principal e os 22 quartos de decoração singular e personalizada, onde o silêncio é um luxo raro que deve ser escutado, com tempo e vagar.